Erva Daninha Iniciativa Anti-civilização



Quinta-feira, Janeiro 22, 2009 :::




Brevemente Antipolitica

-não confundir com conformismo, isso sim é boa politica.
e ativismo muitas vezes se encaixa em conformismo.

-porque a vida é sem adjetivos

-o que impede ou o que favorece a vida livre nao é necessariamente o Estado ou o anarquismo.
alias, até agora parece que ambos tem trabalhado juntos contra a
anarquia.

-porque o relogio é talvez o "ultimo inimigo a ultrapassar", e isso nao envolve politica.

-antipolitica tambem é antieconomia, os numeros tambem sao dos
ultimos inimigos a serem ultrapassados e isso nao envolve politica.

-porque qualquer subcultura e a subcultura anarquista é ideologia como a dos evangelhicos e esquerdistas, terapistas, e comerciantes, seguidores de alguma coisa.

-porque os sentidos nao reconhecem o ideal, apenas sao atrofiados por ele.

gorroverde


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -8:27 PM



Barba a fazer

Quando acordo cedo e ja ando por ai, passo a mão em uma
arvore pra sentir como esta o dia, e dizer um oi.
calçadas me fazem lembrar que estou na cidade. reparo nos muros e
vejo as grades das casas.
sigo em frente e esqueço de toda essa paranoia.
sim, é uma praça o primeiro lugar a parar.

começo a pensar em musica...
sobre uma melodia e os efeitos dela
é um nobre motivo para se recorrer a razão.

penso nessa praça como um belo jardim abandonado.
imagino como cada muro e concreto será consumido pela vegetação.
fico sorridente.

a pratica da sanidade leva a pobreza capital
e muitas vezes tenho dormido somente pela exaustão, e por nada que
gere capital.
mas meu sono é bom. como tem que ser...

é uma epoca cruel como todas as epocas desde o surgimento dos calendários.
Não corremos risco de sermos crucificados, mas saibam qual é o valor de
uma floresta ou mesmo de um deserto hoje, na sociedade de massas, tecnologica, industrial e envolvente.

qual sera o tempo de vida de uma civilização global?
ruinas de predios servirão para ver a passagem das constelações.



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -3:03 AM



Terça-feira, Janeiro 13, 2009 :::

O corpo e a revolta
por Massimo Passamani

A historia inteira da civilização ocidental pode ser lida como o empreendimento sistematico em excluir e isolar o corpo.
De Platão adiante, o corpo através dos tempos tem sido visto como loucura para se controlar, impulsos para se reprimir, força de trabalho para organizar, e inconsciente para a psicanalise.

A separação platonica entre o corpo e mente, uma separação para total vantagem desta ultima ("o corpo é a tumba da mente"), acompanha até mesmo as aparentes expressões de pensamentos mais radicais.

Hoje, esta tese é apoiada em numerosos textos filosoficos, todos eles exceto aqueles que são hostis a rarefeita e insalubre atmosfera das universidades. Uma leitura de Nietzche e autores como Hannan Arendt tem encontrado sua apropriada sistematisação escolastica (psicologia fenomenologica, idéia de diferença, e um modo de se "por de lado").
Entretanto, ou atualmente devido a isto, nao me pearece que este problema, suas implicações que são muitas e fascinantes, tem sido consideradas com profundidade.

Uma profunda libertação do individuo integra uma igual e profunda transformação do modo de conceber o corpo, sua expressão e suas relações.

Devido a uma herança bem treinada de guerra cristã, somos levados a acreditar que a dominação controla e expropria uma parte do ser sem danificar o seu intimo (e tem muito que poderia ser dito sobre a divisao entre um suposto ser intimo e relações externas). É claro, relações capitalistas e imposições estatais adulteram e poluem a vida, mas pensamos que a percepção de nós mesmos e do mundo permanecem inalteradas. Portanto mesmo quando imaginamos um rompimento radical com o existente, estamos claros de que é o nosso corpo que nos torna presente, em termos de agir sobre.

Eu penso, em vez disso, que nosso corpo tem sofrido e continua a sofrer uma terrivel mutilação. E isso não é apenas devido aos aspectos obvios do controle e alienação determinadas pela tecnologia.
(Que corpos tem sido reduzidos a reservatorios de orgãos está claramente mostrado pelo triunfo da ciencia dos transplantes, o que é descrito com um insidioso eufemismo "fronteria da medicina". Mas para mim a realidade me parece muito pior do que as especulações farmaceuticas e a ditadura da medicina como revela um corpo separado e poderoso.) O alimento, o ar, as relações diárias tem atrofiado nossos sentidos.
A insensatez do trabalho, a sociabilidade forçada, a terrivel materialidade da conversa forçada e a toa, regimentam ambos o pensamento e o corpo, visto que nenhuma separação é possivel entre eles.

O doce cumprimento da lei, os canais que imprisionam, cujo os desejos que por tal captividade realmente se transforma em tristes monstros deles mesmos, sao fraquesas anexados ao organismo assim como a poluição ou mediação forçada.

"moralidade é exaustão" - disse Nietzsche.

Afirmar a propria vida, tal exuberância que demanda ser dada, integra as transformações dos sentidos assim como das ideias e das relações.

frequentemente venho a ver as pessoas como belas, mesmo fisicamente, aquelas que pareciam para mim insignificante até um curto periodo de tempo atrás. Quando você está projetando sua vida e testa a si mesmo numa possivel revolta com alguem, você ve em sua companhia individuos maravilhosos, e não mais as faces e corpos tristes que extinguem sua luz em habitos e coerção. Eu acredito que estão se tornando realmente belos (e nao porque eu simplesmente os vejo como tais) no momento em que eles expressam seus desejos e vivam suas idéias.

A determinação etica de alguem que abandona e ataca as estruturas de poder é uma percepção, um momento no qual se experimenta a beleza dos companheiros e a miséria da obrigação e submissão. "Eu me revolto, portanto eu existo" é uma frase de Camus que nunca para de me encantar como uma unica razão pela qual a vida pode ter.

Face a um mundo que apresenta etica como o espaço da autoridade e da lei, eu penso que não existe dimensão etica a nao ser na revolta, no risco, no sonho. A sobrevivencia na qual somos confinados é injusta porque brutaliza e torna feio.

Apenas um corpo diferente pode perceber a visão ampla da vida que se abre ao desejo e a mutualidade, e apenas um esforço em direção ao maravilhoso e ao desconhecido pode libertar nossos corpos acorrentados.

Tradução: erva daninha


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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -7:54 PM



Quinta-feira, Janeiro 08, 2009 :::




"Divisão de trabalho. 1. Especificamente o colapso. 2.A fragmentação ou redução da atividade humana em trabalhos separados que é a prática raiz da alienação; especialização básica que faz a civilização surgir e desenvolver."

"A relativa plenitude da vida pré-civilizada foi primeiramente e principalmente uma ausência de limitações." Algumas questões hoje:

- A fragmentação da resistência em iniciativas parciais (exploração animal, anti-patriarquia, preservação ambiental, exploração social) como questoes distintas é uma consequencia direta da divisao de trabalho e da framentação da vida. o que estamos perdendo com as abordagens parciais?

-Como a divisão de trabalho influencia para que tenhamos uma percepção parcial e incompleta da realidade?

-A divisão de trabalho constantemente favorece uma fragmentação onde separamos em aspectos distintos e separados todas nossas habilidades e atividades, nos fazendo crer que atividades dinstintas como por exemplo tocar musica e nadar não se relacionam. Como a critica a divisao de trabalho e a domesticação pode influenciar em nossa vida diaria em direção a uma vida sem mediações, por uma vida de presença e fluidez?

--A idéia de que está nas mãos humanas derrubar a civilização, uma especie de responsabilidade revolucionaria, não seria uma ideologia que nos afasta de uma experiencia real, nos afastando talvez de compreender melhor nossa participação no desmantelamento da domesticação?



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -1:30 PM



Sábado, Janeiro 03, 2009 :::

Sobre as origens da guerra
John zerzan

alguns trechos:

"Como o ritual próprio, a guerra se executa através de um intermediação de gestos, de posturas e de modos de falar. Os soldados são idênticos e estruturados de uma maneira regular. As formações da violência organizada, com suas colunas e suas linhas são como a agricultura com seus sulcos, classificados sobre uma quadra (34). Controlados e disciplinados são também úteis para a ritualização dos comportamentos, que são sempre o meio para uma grande construção da autoridade. "

"As expressões de poder são a essência da civilização, o centro principal da ordem patriarcal. Pode-se pensar que a dominação masculina sistemática é um subproduto da guerra. A subordinação ritual e a desvalorização das mulheres é certamente o fruto da ideologia do guerreiro que tem valorizado cada vez mais as atividades masculinas
e diminuído a interações das mulheres."

"Não mudou grande coisa desde que a guerra foi instituída pela primeira vez, enraizada no ritual e encontrando terra fértil na domesticação. Marshall Sahlins primeiramente apontou que o crescimento do trabalho segue o desenvolvimento da cultura simbólica. Pode se dizer que a cultura gera a guerra, apesar das declarações contrárias. Depois de tudo, o caráter impessoal da civilização se desenvolve com o surgimento do simbólico. Os
símbolos (por exemplo as bandeiras nacionais) permitem a nossa espécie desumanizar os nossos semelhantes, o que possibilita a carnificina sistemática dentro da espécie."

texto completo:
http://prod.midiaindependente.org/pt/blue/2009/01/436491.shtml



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::: Erva Daninha - ervadaninha@riseup.net -9:28 PM






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